Onde comer no Bigorrilho e no Mercês: 5 endereços e a história por trás de cada um
Onde comer no Bigorrilho e no Mercês: 5 endereços e a história por trás de cada um

Há um ponto em Curitiba onde dois bairros se encostam e a cidade muda de temperamento.
De um lado da Praça da Ucrânia começa o Mercês, residencial, arborizado, de ruas silenciosas. Do outro, o Bigorrilho, mais verticalizado e mais movimentado. A praça, com suas feiras semanais, é a dobra entre os dois.
Essa costura entre bairros produziu uma das concentrações gastronômicas mais interessantes da cidade, distribuída por quatro eixos: a Rua Padre Anchieta, a Avenida Manoel Ribas, a Rua Fernando Simas, no entorno da Praça da Espanha, e o Largo Pedro Deconto.
O que quase ninguém conta é o que existe por trás dessas casas. Um chef que começou lavando pratos. Uma francesa que abriu um bistrô sem conhecer ninguém na cidade. Um casarão que já foi residência e brechó. Um projeto de restaurante panorâmico dos anos 1990 que passou uma década trancado.
Este guia reúne cinco desses endereços, a partir da praça.

A Praça da Ucrânia, na divisa entre Mercês e Bigorrilho, é o principal ponto
de encontro da região. Foto: Daniel Castellano / SMCS — Prefeitura de Curitiba.
O critério desta lista
Não é um ranking. Nenhuma destas casas é melhor que a outra, e a ordem não indica preferência.
O que reúne as cinco são dois filtros. O primeiro é geográfico: todas estão no raio da Praça da Ucrânia, entre o Bigorrilho e o Mercês.
O segundo é editorial: todas têm uma história documentada. Um chef com trajetória pública, um imóvel com passado, um negócio que nasceu de circunstância improvável. É o que separa um endereço de um lugar.
5 endereços para comer entre o Bigorrilho e o Mercês
Terrazza 40, um projeto dos anos 1990 que ficou anos fechado
Rua Padre Anchieta, 1287, cobertura, Bigorrilho. @terrazza40
Começamos pelo endereço que fica de frente para a praça, e que é também o que mais interessa a quem gosta de arquitetura.
O espaço foi construído na cobertura do Edifício Champagnat Tower, inaugurado em 1992, já com a finalidade de abrigar um restaurante panorâmico. O projeto não vingou na época e o imóvel passou anos fechado. Em 2013 voltou a funcionar exatamente como havia sido concebido, tornando-se o primeiro restaurante panorâmico de Curitiba.
É um caso raro de projeto original resgatado décadas depois, no ponto mais alto do entorno.

O Terrazza 40 fica na cobertura do Edifício Champagnat Tower. Imagem: divulgação / Terrazza 40
A cozinha divide o cardápio entre referências italianas e uruguaias, e a confeitaria transformou ícones urbanos da cidade em sobremesas, entre elas o Museu Oscar Niemeyer, a Estação Tubo e a Floreira da Rua XV. A casa foi indicada no Prêmio Bom Gourmet nas categorias Tem que Conhecer, em 2025, e Lugares Imperdíveis em Curitiba, em 2024.
Segundo o site da casa, a cozinha principal funciona funciona no almoço das 12h00 às 15h15, no jantar retorna às 18h50 encerrando os preparos às 23h20. Trabalha com reservas e tem serviço de concierge para datas especiais.
Gianttura, o restaurante que nasceu de um desafio doméstico
Largo Pedro Deconto, 295, Bigorrilho. @gianttura_ristorante
A poucos quarteirões da praça, no sentido oeste, está a história de origem mais improvável da região.
O chef Hermes Custódio começou na cozinha como lavador de pratos e chegou a chefe executivo do Castelo do Batel, onde comandou os banquetes por mais de dez anos, além de dar aulas de cozinha clássica no Centro Europeu. A pandemia esvaziou a agenda de um dia para o outro.
Foi nesse ano em casa que a esposa fez o pedido que originou o restaurante: ela conhecia, através dele, a cozinha de Celso Freire, de Paul Bocuse e de Pierre Troisgros, e queria conhecer a do próprio Hermes. Ele começou a refazer os pratos da própria vida e a misturar carnes com frutos do mar. As receitas viraram um cardápio inteiro, e o cardápio virou o Gianttura, aberto ainda durante o lockdown.

Gianttura Ristorante. Imagem: Instagram / Gianttura Ristorante.
O nome vem de um dialeto italiano e significa a união do improvável. Explica o menu: ossobuco com polvo, mignon provençal com camarões, lula recheada.
Segundo o site da casa, o almoço é servido de terça a sexta, das 11h30 às 15h, e aos sábados e domingos, das 12h às 15h30. O jantar vai de terça a sábado. Tem estacionamento próprio.
Feér, o casarão que já foi residência e brechó
Avenida Manoel Ribas, 540, Mercês. @feer.trattoria
Descendo para o lado das Mercês, o imóvel tem mais camadas do que o restaurante que ocupa hoje.
O casarão de época no número 540 já foi residência, depois brechó de luxo, depois o restaurante Quintal do Porco. Em novembro de 2023 passou a abrigar o Feér, com projeto de arquitetura do escritório curitibano OHMA, dos arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin.
O nome vem de feérico, palavra que descreve o que pertence ao mundo da fantasia. A cozinha é do chef Lênin Palhano, um dos nomes mais premiados da gastronomia curitibana, que voltou à cidade depois de uma temporada em Brasília para assumir a casa. A proposta mistura base italiana, influência asiática e traços de brasilidade, com foco na brasa e nas massas, e a carta reúne mais de 150 rótulos de vinho.

Feér Trattoria. Imagem: Instagram / Feér Trattoria.
Em 2024, o Feér entrou na seleção de melhores restaurantes de Curitiba do ranking Exame Casual.
Segundo o site da casa, o jantar é servido de terça a quinta, das 19h às 23h, e às sextas e sábados há almoço, das 12h às 15h, além do jantar, das 19h às 23h.
Mangôo, cozinha francesa com nome em dialeto Kréna
Rua Visconde do Rio Branco, 948, Mercês. @mangoocwb
Mais adiante no Mercês, no sentido do Centro, está a casa de premiação mais consistente da região. O Mangôo foi eleito pelo público, no Prêmio Bom Gourmet, o melhor almoço executivo de Curitiba em 2023, e voltou a ser reconhecido em edições seguintes.
Abriu em 2019 dentro da Mercadoteca e, em 2020, em plena pandemia, mudou para endereço próprio. A cozinha é do chef Gabriel Fagundes, com especialização em cozinha clássica francesa pela escola Cafa Formations, em Bordeaux, onde viveu e trabalhou por quatro anos. Massas, molhos e pães são produzidos na própria casa.
O nome vem de mangút, palavra do dialeto borum, da tribo Kréna, originária do Paraná, que significa comida.

Mangoô. Imagem: Instagram / Mangoô.
Almoço de terça a sábado e jantar de quinta a sábado. Trabalha com reservas.
L'Épicerie, o bistrô que abriu sem conhecer ninguém na cidade
Rua Fernando Simas, 340, Bigorrilho. @lepiceriecuritiba
De volta ao Bigorrilho, agora no eixo da Praça da Espanha, fica a casa com a história pessoal mais interessante do conjunto. É finalista do Prêmio Bom Gourmet 2026 na categoria Franco-suíço.
A restauratrice Fanie Delatte veio da França para o Brasil aos 24 anos por causa de um amor. Abriu o L'Épicerie em 2007, sem conhecer ninguém na cidade e em meio a casas francesas já consolidadas, apostando no boca a boca, que começou com as vizinhas de rua. Quase duas décadas depois, o restaurante segue aberto com clientela fiel.
A cozinha é clássica francesa sem concessões: boeuf bourguignon, entrecôte com mostarda Dijon, magret de pato. O ambiente é pequeno e o serviço, intimista.

L’Épicerie. Imagem: Instagram / L’Épicerie.
Jantar de terça a sábado e almoço de sábado e domingo, conforme o perfil oficial da casa.
O que essa concentração diz sobre a região
A densidade não é acaso. Bigorrilho e Mercês combinam ocupação residencial consolidada com eixos comerciais maduros, e boa parte do comércio é voltada ao morador, não ao fluxo de passagem.
Repare no padrão das cinco histórias acima: casas conduzidas pelos próprios donos, um bistrô que atravessou quase duas décadas, um imóvel reaproveitado três vezes, um projeto de restaurante que a cidade recuperou depois de anos parado. Comércio que depende do morador tende a durar mais do que comércio que depende de moda ou de fluxo turístico.
Conclusão
Cinco endereços, quatro ruas e um raio que se percorre caminhando. É isso que separa uma região com restaurantes de uma região onde se come bem: a possibilidade de resolver um almoço de trabalho, um jantar de terça e um encontro de sábado sem entrar no carro.
Se você mora por aqui, provavelmente já passou pela porta de pelo menos três dessas casas sem saber o que havia por trás. Se está pensando em morar, esse é um teste melhor do que qualquer descrição de anúncio: percorra a pé o trajeto entre o imóvel que você está avaliando e três endereços que usaria em uma semana comum.
Sobre quem escreveu este guia
A Sicuro Engenharia é uma incorporadora que estuda a fundo as regiões onde constrói. Foi assim que chegamos a este trecho da cidade.
Nossa leitura é simples: o valor de um endereço se mede menos pelo que promete e mais pelo que já existe ao redor dele. Bigorrilho e Mercês são exemplos raros de regiões onde o comércio tem raiz, a caminhabilidade é real e o bairro funciona nos dias comuns, não só nos fins de semana.
Quinta
É nessa faixa da cidade que desenvolvemos o Quinta, empreendimento residencial em pré-lançamento na Rua Desembargador Otávio do Amaral, no Mercês, na divisa com o Bigorrilho. Tradição do Mercês, requinte do Bigorrilho.

Imagem: Sicuro Engenharia.
São 23 unidades distribuídas em dois blocos, com arquitetura e interiores assinados pelo escritório curitibano Lona. No centro do terreno, um quintal coletivo organiza a relação do edifício com o verde e dá nome ao projeto. A linguagem é contemporânea e atemporal: embasamentos robustos, texturas de pedras naturais e tons terrosos, com um mural de azulejos que reproduz o traço da araucária na fachada e nas áreas comuns.

Imagem: Sicuro Engenharia.
Nas unidades acima de 42 m², as sacadas têm churrasqueira a carvão e floreiras com irrigação automatizada. No ático, o Quinta reúne área gourmet e praça festiva, entregues climatizadas e mobiliadas. No térreo há um market e um lounge de apoio no hall. Completam as áreas comuns a academia, a praça ativa, a praça contemplativa, a lavanderia, o petplace e o bicicletário.
As tipologias vão de studio a penthouse, com áreas privativas entre 32 m² e 119 m².
Cada metro com intenção. O seu refúgio no respiro da cidade.
Conheça o Quinta e receba em primeira mão as informações do pré-lançamento:
→ Acesse quinta.sicuro.eng.br → Fale com nosso time pelo WhatsApp e peça mais informações sobre o empreendimento
Fontes: Tribuna do Paraná, reportagem sobre a trajetória do chef Hermes Custódio e lista de finalistas do Prêmio Bom Gourmet 2026; Bom Gourmet, perfil da restauratrice Fanie Delatte, guia do Terrazza 40 e resultado da categoria almoço executivo; Exame Casual, seleção de restaurantes de Curitiba de 2024; Bem Paraná, Paranashop e Júlio Zaruch, matérias sobre a abertura do Feér e o histórico do Terrazza 40; Prefeitura de Curitiba, notícia de 29 de julho de 2026 sobre a cerimônia de premiação; sites oficiais do Terrazza 40 (terrazza40.com), do Gianttura (gianttura.com.br) e do Feér (feertrattoria.com.br), consultados em 1º de agosto de 2026, de onde vieram os horários e as imagens dessas três casas; endereços conferidos no Google Maps na mesma data. Fotografia da região: Daniel Castellano / Secretaria Municipal da Comunicação Social (SMCS) — Prefeitura de Curitiba, reproduzida com indicação de fonte e autoria. Imagens dos restaurantes: divulgação das respectivas casas.
Imagens e perspectivas do empreendimento são meramente ilustrativas. A entrega segue o memorial descritivo.
Há um ponto em Curitiba onde dois bairros se encostam e a cidade muda de temperamento.
De um lado da Praça da Ucrânia começa o Mercês, residencial, arborizado, de ruas silenciosas. Do outro, o Bigorrilho, mais verticalizado e mais movimentado. A praça, com suas feiras semanais, é a dobra entre os dois.
Essa costura entre bairros produziu uma das concentrações gastronômicas mais interessantes da cidade, distribuída por quatro eixos: a Rua Padre Anchieta, a Avenida Manoel Ribas, a Rua Fernando Simas, no entorno da Praça da Espanha, e o Largo Pedro Deconto.
O que quase ninguém conta é o que existe por trás dessas casas. Um chef que começou lavando pratos. Uma francesa que abriu um bistrô sem conhecer ninguém na cidade. Um casarão que já foi residência e brechó. Um projeto de restaurante panorâmico dos anos 1990 que passou uma década trancado.
Este guia reúne cinco desses endereços, a partir da praça.

A Praça da Ucrânia, na divisa entre Mercês e Bigorrilho, é o principal ponto
de encontro da região. Foto: Daniel Castellano / SMCS — Prefeitura de Curitiba.
O critério desta lista
Não é um ranking. Nenhuma destas casas é melhor que a outra, e a ordem não indica preferência.
O que reúne as cinco são dois filtros. O primeiro é geográfico: todas estão no raio da Praça da Ucrânia, entre o Bigorrilho e o Mercês.
O segundo é editorial: todas têm uma história documentada. Um chef com trajetória pública, um imóvel com passado, um negócio que nasceu de circunstância improvável. É o que separa um endereço de um lugar.
5 endereços para comer entre o Bigorrilho e o Mercês
Terrazza 40, um projeto dos anos 1990 que ficou anos fechado
Rua Padre Anchieta, 1287, cobertura, Bigorrilho. @terrazza40
Começamos pelo endereço que fica de frente para a praça, e que é também o que mais interessa a quem gosta de arquitetura.
O espaço foi construído na cobertura do Edifício Champagnat Tower, inaugurado em 1992, já com a finalidade de abrigar um restaurante panorâmico. O projeto não vingou na época e o imóvel passou anos fechado. Em 2013 voltou a funcionar exatamente como havia sido concebido, tornando-se o primeiro restaurante panorâmico de Curitiba.
É um caso raro de projeto original resgatado décadas depois, no ponto mais alto do entorno.

O Terrazza 40 fica na cobertura do Edifício Champagnat Tower. Imagem: divulgação / Terrazza 40
A cozinha divide o cardápio entre referências italianas e uruguaias, e a confeitaria transformou ícones urbanos da cidade em sobremesas, entre elas o Museu Oscar Niemeyer, a Estação Tubo e a Floreira da Rua XV. A casa foi indicada no Prêmio Bom Gourmet nas categorias Tem que Conhecer, em 2025, e Lugares Imperdíveis em Curitiba, em 2024.
Segundo o site da casa, a cozinha principal funciona funciona no almoço das 12h00 às 15h15, no jantar retorna às 18h50 encerrando os preparos às 23h20. Trabalha com reservas e tem serviço de concierge para datas especiais.
Gianttura, o restaurante que nasceu de um desafio doméstico
Largo Pedro Deconto, 295, Bigorrilho. @gianttura_ristorante
A poucos quarteirões da praça, no sentido oeste, está a história de origem mais improvável da região.
O chef Hermes Custódio começou na cozinha como lavador de pratos e chegou a chefe executivo do Castelo do Batel, onde comandou os banquetes por mais de dez anos, além de dar aulas de cozinha clássica no Centro Europeu. A pandemia esvaziou a agenda de um dia para o outro.
Foi nesse ano em casa que a esposa fez o pedido que originou o restaurante: ela conhecia, através dele, a cozinha de Celso Freire, de Paul Bocuse e de Pierre Troisgros, e queria conhecer a do próprio Hermes. Ele começou a refazer os pratos da própria vida e a misturar carnes com frutos do mar. As receitas viraram um cardápio inteiro, e o cardápio virou o Gianttura, aberto ainda durante o lockdown.

Gianttura Ristorante. Imagem: Instagram / Gianttura Ristorante.
O nome vem de um dialeto italiano e significa a união do improvável. Explica o menu: ossobuco com polvo, mignon provençal com camarões, lula recheada.
Segundo o site da casa, o almoço é servido de terça a sexta, das 11h30 às 15h, e aos sábados e domingos, das 12h às 15h30. O jantar vai de terça a sábado. Tem estacionamento próprio.
Feér, o casarão que já foi residência e brechó
Avenida Manoel Ribas, 540, Mercês. @feer.trattoria
Descendo para o lado das Mercês, o imóvel tem mais camadas do que o restaurante que ocupa hoje.
O casarão de época no número 540 já foi residência, depois brechó de luxo, depois o restaurante Quintal do Porco. Em novembro de 2023 passou a abrigar o Feér, com projeto de arquitetura do escritório curitibano OHMA, dos arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin.
O nome vem de feérico, palavra que descreve o que pertence ao mundo da fantasia. A cozinha é do chef Lênin Palhano, um dos nomes mais premiados da gastronomia curitibana, que voltou à cidade depois de uma temporada em Brasília para assumir a casa. A proposta mistura base italiana, influência asiática e traços de brasilidade, com foco na brasa e nas massas, e a carta reúne mais de 150 rótulos de vinho.

Feér Trattoria. Imagem: Instagram / Feér Trattoria.
Em 2024, o Feér entrou na seleção de melhores restaurantes de Curitiba do ranking Exame Casual.
Segundo o site da casa, o jantar é servido de terça a quinta, das 19h às 23h, e às sextas e sábados há almoço, das 12h às 15h, além do jantar, das 19h às 23h.
Mangôo, cozinha francesa com nome em dialeto Kréna
Rua Visconde do Rio Branco, 948, Mercês. @mangoocwb
Mais adiante no Mercês, no sentido do Centro, está a casa de premiação mais consistente da região. O Mangôo foi eleito pelo público, no Prêmio Bom Gourmet, o melhor almoço executivo de Curitiba em 2023, e voltou a ser reconhecido em edições seguintes.
Abriu em 2019 dentro da Mercadoteca e, em 2020, em plena pandemia, mudou para endereço próprio. A cozinha é do chef Gabriel Fagundes, com especialização em cozinha clássica francesa pela escola Cafa Formations, em Bordeaux, onde viveu e trabalhou por quatro anos. Massas, molhos e pães são produzidos na própria casa.
O nome vem de mangút, palavra do dialeto borum, da tribo Kréna, originária do Paraná, que significa comida.

Mangoô. Imagem: Instagram / Mangoô.
Almoço de terça a sábado e jantar de quinta a sábado. Trabalha com reservas.
L'Épicerie, o bistrô que abriu sem conhecer ninguém na cidade
Rua Fernando Simas, 340, Bigorrilho. @lepiceriecuritiba
De volta ao Bigorrilho, agora no eixo da Praça da Espanha, fica a casa com a história pessoal mais interessante do conjunto. É finalista do Prêmio Bom Gourmet 2026 na categoria Franco-suíço.
A restauratrice Fanie Delatte veio da França para o Brasil aos 24 anos por causa de um amor. Abriu o L'Épicerie em 2007, sem conhecer ninguém na cidade e em meio a casas francesas já consolidadas, apostando no boca a boca, que começou com as vizinhas de rua. Quase duas décadas depois, o restaurante segue aberto com clientela fiel.
A cozinha é clássica francesa sem concessões: boeuf bourguignon, entrecôte com mostarda Dijon, magret de pato. O ambiente é pequeno e o serviço, intimista.

L’Épicerie. Imagem: Instagram / L’Épicerie.
Jantar de terça a sábado e almoço de sábado e domingo, conforme o perfil oficial da casa.
O que essa concentração diz sobre a região
A densidade não é acaso. Bigorrilho e Mercês combinam ocupação residencial consolidada com eixos comerciais maduros, e boa parte do comércio é voltada ao morador, não ao fluxo de passagem.
Repare no padrão das cinco histórias acima: casas conduzidas pelos próprios donos, um bistrô que atravessou quase duas décadas, um imóvel reaproveitado três vezes, um projeto de restaurante que a cidade recuperou depois de anos parado. Comércio que depende do morador tende a durar mais do que comércio que depende de moda ou de fluxo turístico.
Conclusão
Cinco endereços, quatro ruas e um raio que se percorre caminhando. É isso que separa uma região com restaurantes de uma região onde se come bem: a possibilidade de resolver um almoço de trabalho, um jantar de terça e um encontro de sábado sem entrar no carro.
Se você mora por aqui, provavelmente já passou pela porta de pelo menos três dessas casas sem saber o que havia por trás. Se está pensando em morar, esse é um teste melhor do que qualquer descrição de anúncio: percorra a pé o trajeto entre o imóvel que você está avaliando e três endereços que usaria em uma semana comum.
Sobre quem escreveu este guia
A Sicuro Engenharia é uma incorporadora que estuda a fundo as regiões onde constrói. Foi assim que chegamos a este trecho da cidade.
Nossa leitura é simples: o valor de um endereço se mede menos pelo que promete e mais pelo que já existe ao redor dele. Bigorrilho e Mercês são exemplos raros de regiões onde o comércio tem raiz, a caminhabilidade é real e o bairro funciona nos dias comuns, não só nos fins de semana.
Quinta
É nessa faixa da cidade que desenvolvemos o Quinta, empreendimento residencial em pré-lançamento na Rua Desembargador Otávio do Amaral, no Mercês, na divisa com o Bigorrilho. Tradição do Mercês, requinte do Bigorrilho.

Imagem: Sicuro Engenharia.
São 23 unidades distribuídas em dois blocos, com arquitetura e interiores assinados pelo escritório curitibano Lona. No centro do terreno, um quintal coletivo organiza a relação do edifício com o verde e dá nome ao projeto. A linguagem é contemporânea e atemporal: embasamentos robustos, texturas de pedras naturais e tons terrosos, com um mural de azulejos que reproduz o traço da araucária na fachada e nas áreas comuns.

Imagem: Sicuro Engenharia.
Nas unidades acima de 42 m², as sacadas têm churrasqueira a carvão e floreiras com irrigação automatizada. No ático, o Quinta reúne área gourmet e praça festiva, entregues climatizadas e mobiliadas. No térreo há um market e um lounge de apoio no hall. Completam as áreas comuns a academia, a praça ativa, a praça contemplativa, a lavanderia, o petplace e o bicicletário.
As tipologias vão de studio a penthouse, com áreas privativas entre 32 m² e 119 m².
Cada metro com intenção. O seu refúgio no respiro da cidade.
Conheça o Quinta e receba em primeira mão as informações do pré-lançamento:
→ Acesse quinta.sicuro.eng.br → Fale com nosso time pelo WhatsApp e peça mais informações sobre o empreendimento
Fontes: Tribuna do Paraná, reportagem sobre a trajetória do chef Hermes Custódio e lista de finalistas do Prêmio Bom Gourmet 2026; Bom Gourmet, perfil da restauratrice Fanie Delatte, guia do Terrazza 40 e resultado da categoria almoço executivo; Exame Casual, seleção de restaurantes de Curitiba de 2024; Bem Paraná, Paranashop e Júlio Zaruch, matérias sobre a abertura do Feér e o histórico do Terrazza 40; Prefeitura de Curitiba, notícia de 29 de julho de 2026 sobre a cerimônia de premiação; sites oficiais do Terrazza 40 (terrazza40.com), do Gianttura (gianttura.com.br) e do Feér (feertrattoria.com.br), consultados em 1º de agosto de 2026, de onde vieram os horários e as imagens dessas três casas; endereços conferidos no Google Maps na mesma data. Fotografia da região: Daniel Castellano / Secretaria Municipal da Comunicação Social (SMCS) — Prefeitura de Curitiba, reproduzida com indicação de fonte e autoria. Imagens dos restaurantes: divulgação das respectivas casas.
Imagens e perspectivas do empreendimento são meramente ilustrativas. A entrega segue o memorial descritivo.
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